Como tudo começou?

Enquanto revia vídeos e fotografias do meu pequeno de 4 anos (hoje com 7), que teima em crescer mais rápido do que eu consigo acompanhar, aproveitei para reler os diários que fiz desde a gravidez aos dias de hoje sobre cada momento (que julguei importante, essa ideia eu tive com a minha sogra que até hoje guarda escritos sobre fofurices do meu marido quando criança) registrado para que as trapaças da memória não as apagassem.


Foi neste caminho de reviver o passado que me descobri saudosa e percebi que precisava compartilhar as lembranças antes que esmaecessem sob a luz do dia a dia. Então, resolvi que postaria para amigos, familiares e outros curiosos do mundo pedaços desta minha vida, e ainda de lambuja deixar para o meu pimpolho histórias sobre ele mesmo para que um dia leia e sinta como foi esta jornada de chegar ao mundo e traçar seus próprios caminhos.


Espero que gostem e se emocionem um pouco, assim como eu ao revisitar minha história, e se entusiasmem para fazer uma visita à história de vocês.
Sejam bem vindos às "histórias sobre meu filho".

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sábado, 29 de julho de 2017

Férias de inverno

Depois de 2 semanas de férias na casa dos Vovuchos, Miguel voltou para casa. Com ele voltaram a bagunça, o barulho, os risos e as músicas de jogos eletrônicos.

Foram dias de muita tranquilidade para os pais, de muita diversão para o Miguel e de festa para os Vovuchos, que também receberam o outro neto para deixar as férias ainda mais divertidas. Teve colônia de férias, parque de diversão, McVovucha, cone de doce de leite no café da manhã....

Memórias foram tecidas, laços fortalecidos, carinhos trocados.

Entregamos nosso herdeiro com total confiança de que estaria em boas mãos (bons corações) e na volta matariamos saudades entre beijos e abraços.

Nossos sentimentos são de gratidão e amor por estes Vovuchos nota 1000!💖

P.S. Nos vemos novamente nas férias de verão.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Rotulando o outro

Na escola uma das atividades é descrever as características de outras pessoas. O tão conhecido nós X o outro.
Miguel recebeu um desenho com duas crianças  e descreveu com seu olhar a cena que se passava - são amigos! A professora, incutida de suas intenções se porque não de seus preconceitos, o "corrigiu".  Um era alto e outro baixo, um era magro e o outro "gordinho".
Esta doeu no meu útero.
Primeiro porque ele viu algo além de descrições estereotipadas.
Segundo porque não há problema ser gordo ou magro, mas é necessário definir o parâmetro de comparação. Estas qualidades não existem intrinsecamente no ser humano, mas são adotados pelos outros (aqueles que não o sujeito de quem falamos) em relação a um ponto qualquer inicial que servirá de base de avaliação.
Eu por exemplo com 57kg sou GORDA em relação a Gisele Bunchen, e sou MAGRA em relação à Preta Gil. Mas isso não diz nada sobre mim, só serve para me identificar em meio a uma multidão de estereótipos.
Então continuamos a conversa...
Não existe feio ou bonito, na verdade escolhemos o que nos parece belo ou não. E Miguel completa:
- Ah, como no Modern Familý* quando a Alex diz que a arte é bela para uns e feia para outros.
- Isso aí, meu filho. - comenta o pai orgulhoso.
Mas será que ele entendeu?
 - Agora finge que não lembro do Cameron ( personagem da mesma serie) e descreve ele. - pede o pai cheio de intenções, uma vez que a personagem é GAY, HISTÉRICO e GORDO(sim usei vários estereótipos, mas a ideia é essa).
Resultado de imagem para modern family cameron mitchell - Ah não sei... - diz o Miguel já tentando imaginar a pegadinha por de trás do pedido.
 - OK, então me diz como eu sei quem e o Cameron e quem é o Mitchel?
 - Ah... o Mitchel é o de BARBA. - show, eu jamais o descreveria assim, pra mim ele é o RUIVO.
- E o Cameron?
Ele tentou não responder esta pergunta e saindo pela tangente disse:
 - O da cara ENGRAÇADA.
Sim o cara é gordo em relação aos demais do elenco, inclusive a questão do peso surge em diversos episódios, não há nada de errado nisso. 
A conversa continuou no ar, e também a nossa dificuldade em mostrar a diferença entre utilizar características de uma pessoa como ofensa ou como simples descrição. Num mundo onde o politicamente correto toma conta de tudo que pensamos, falar muitas vezes a verdade dos fatos, se torna um exercício escorregadio de fugir do abraço de uma Anaconda, você até se esquiva mas acaba sendo pego.
Meu filho, o que importa é que não há nada errado em ser gordo, feio, magro, baixo, alto, bonito, gay ou hétero desde que qualquer destas características não sejam utilizadas em tom depreciativo. 
O mais importante, e isso o Miguel sabia no início do exercício, é que eles eram amigos.

 

* Modern Family - seriado de TV americano que aponta uma nova configuração familiar onde há divórcios, casamento homossexual, casamento tradicional, casais com diferença de idades, estrangeiros, adoção de crianças, etc.

Evolução tecnológica ou doce de criança?

Vendo um filme policial em família, em determinada cena uma das personagens diz que não ainda não viu o disquete e não pode prender o bandido. Aí começa a conversa paralela:
Nenhum texto alternativo automático disponível.
- KKKK disquete, diz Marcelo.
- Miguel, você sabe o que é disquete? - pergunto eu com segundas intenções.
- Claro, né? Uma balinha.
- Uahahahahah - rimos em coro, e nem explicamos mais nada pra ele.
- Isso merece um post - Marcelo completa ainda com o riso no fundo da garganta.
 

E Miguel sem entender continua a ver o filme...
 

Nenhum texto alternativo automático disponível.É assim que percebemos que estamos ficando velhos, quando o auge da tecnologia da nossa infância é o nome de uma bala na infância do nosso filho.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Babá? Não obrigado

No ônibus indo para a piscina, Miguel começa a planejar seu aniversário que será em 6 meses, acho que ele será de Planejamento Estratégico.

Bem, entre sonhos com personagens, guloseimas da Milou e amigos convidados surge uma preocupação - o primo que nasceu na véspera do seu aniversário e este ano completa 1 ano.

- Mamãe, eu  não quero que o D. vá na minha festa.

- Ué, por que não?  Você não gosta do seu primo?

- Gosto, ele é fofo. Mas.....  - esse "mas" é o que acaba com a gente. - Mas é melhor não.

- Miguel, você sabe que pode falar qualquer coisa para a mamãe, o que é?

 - Ele ainda é muito pequeno. E é muito chato quando a gente sai, e vai em restaurante ou na casa da vovó e ele vai também porque sempre tem aquela moça que fica com ele no colo. E a gente não pode brincar com ele. Ela não é da família, ela não tem que ir.

 - Mas ela ajuda a sua tia a tomar conta dele. Conta história e cuida dele.

 - Por isso eu não quero que ele vá! Se ele for sozinho tudo bem, mas com ela não.  Ela estraga tudo.

- Coitada, ela é boazinha. - eu disse tentando contemporizar, mas intimamente concordando - E as cuidadoras da bisavó?

- Elas são chatas também. Não gosto quando elas vão, mas atrapalham menos.

 - ???????????? Então converse com a sua tia e diga como você se sente.

 - Ah, não quero mais falar sobre este assunto.





quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Férias na Vovucha

Foram 20 dias de muita curtição.

Fomos a cachoeira. Pintamos. Lemos as aventuras de Adara e o Dragão de Gelo. Fomos umas cinco vezes no Machiatto Cat Café, pintamos, jogamos peteleco, Perfil, rimos muito com as caretas do Barbosinha!

Na Colônia de Férias ele jogou futebol, vôlei, queimado, brincou de pic bandeira, cabo de guerra, caça ao tesouro. Muita piscina, toboágua e esquibunda. Cinema e trenzinho dos super heróis (a Colônia foi uma benção. De segunda a sexta, das 13:00 as 17:00hs!)
Confesso que dei balinhas, 2 dias de salgadinho em lugar do almoço (estava muito calor), 2 dias de Mac Donalds, tablet, PS3, celular e Ipad à vontade para jogar Clash Royale.
A imagem pode conter: 1 pessoa, comendo, sentado, área interna e close-upDei muitas broncas tentando estipular tempo de jogo e TV. Desisti.
E ele? Foi ótimo.
Tomou banho sem reclamar. Comeu muito bem (o guri é uma draga). Foi uma excelente companhia.
Amanhã ele volta para sua rotina. Para o futebol de botão. Os amigos Mael e Caio. Papai e mamãe. 

Novas descobertas e amigos na nova escola.
Em julho tem mais, Barbosinha! 

Estaremos de braços abertos para lhe receber!

*Contribuição da Vovucha

domingo, 25 de dezembro de 2016

O melhor natal do mundo


Este foi o melhor Natal que eu tivemos em muitos anos. 

Tirando a ausência de algumas pessoas queridas demais, todo o resto foi excelente! 

Há muito eu não sentia aquele sentimento de tranquilidade e paz. Não me preocupei com nada: presente, comida, roupas, hora...Nada. 

Teve surpresa e risos, leveza e amor. Não fizemos a leitura do natal de paz e amor, mas acendemos velas de hanukkah. 

Não teve pavê de doce de leite (tradicional) mas teve torta de limão. Tinha cheiro de comida vindo da cozinha, frutas secas e rabanada.Teve doação em todos os sentidos. Teve harmonia. Teve alegria. Teve amigos e família. 

Fizemos nossos próprios presentes, e o Miguel pintou uma camisa linda para o amigo oculto. Menos consumo e mais amor.


Só faltou mesmo assistir o especial dá TV Colosso ( Fazer brinquedo, fazer brinquedo, fazer brinquedo é o segredo. Nada que machuque, nada que queime, boneca, cavalinho e vídeo game).


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Conversa de mãe e filho ou coaching?

7 anos é uma idade bastante desafiadora para uma criança, ela começa a deixar de ser dependente de seus pais, uma extensão de suas vontades, e começa a desenvolver mais autonomia e segurança para lidar com o mundo a sua volta e os desafios do crescimento.

Meu filho está nesta idade, e pede insistentemente para que confiemos nele para que possa explorar o mundo - deseja andar sozinho entre a praça e nossa casa, transitar pelo edifício desacompanhado e até mesmo ficar em casa enquanto resolvemos algum assunto na portaria. Entendo tudo isso como parte de seu desenvolvimento, e acredito que é muito saudável. Mas junto com a liberdade vem responsabilidades e bilhetinhos da professora na agenda sinalizando a necessidade de ajustar expectativas.
Esta semana não veio bilhete, mas foi feito um acordo verbal entre ele e a professora de que o próprio nos contaria sobre uma travessura em sala de aula. De fato nada demais, porem seu comportamento se deu num momento inadequado, atrapalhando os demais colegar, enfim a coisa certa na hora e lugar errados.

Ele me contou com detalhes, seguido de reticência por medo de ser recriminado. Ouvi tudo e comecei a questiona-lo o porque de ter agido daquela forma, sobre como ele se vê e gostaria de ser visto, e como seria se tivesse agido diferente. A conversa que iniciou com ele tentado acusar um colega pela bagunça, terminou com ele se auto responsabilizando por ter incitado a confusão e má postura. Ele me disse que estava com medo de me contar porque eu poderia brigar, e indaguei se não estava brigando, mas ele disse que não, que estávamos apenas conversando.
Resumo da ópera, ele só precisava ser ouvido e respeitado como o indivíduo que tanto proclama ser, autônomo e responsável por suas atitudes. Por si só tomou a decisão de assumir sua atitude e traçou um novo combinado comigo.
Sua meta é ser um bom líder dos colegas, então a partir de agora registra diariamente todas as ações positivas e negativas do dia, para que possa identificar os pontos de melhoria. E chamamos as "coisas ruins" de "coisas a melhorar", afinal como ele mesmo disse, "eu não bati em ninguém, né , mamãe?" (o que para ele seria uma ofensa grave sujeita a punição e castigo), tudo tem conserto.
De forma doce, com autoridade e afeto estabelecemos conexão e confiança mútua, meu filho se sentiu acolhido, amado e respeitado, e estando neste local seguro, pôde refletir sem julgamentos sobre suas ações e traçar sua nova estratégia.