Como tudo começou?

Enquanto revia vídeos e fotografias do meu pequeno de 4 anos (hoje com 7), que teima em crescer mais rápido do que eu consigo acompanhar, aproveitei para reler os diários que fiz desde a gravidez aos dias de hoje sobre cada momento (que julguei importante, essa ideia eu tive com a minha sogra que até hoje guarda escritos sobre fofurices do meu marido quando criança) registrado para que as trapaças da memória não as apagassem.


Foi neste caminho de reviver o passado que me descobri saudosa e percebi que precisava compartilhar as lembranças antes que esmaecessem sob a luz do dia a dia. Então, resolvi que postaria para amigos, familiares e outros curiosos do mundo pedaços desta minha vida, e ainda de lambuja deixar para o meu pimpolho histórias sobre ele mesmo para que um dia leia e sinta como foi esta jornada de chegar ao mundo e traçar seus próprios caminhos.


Espero que gostem e se emocionem um pouco, assim como eu ao revisitar minha história, e se entusiasmem para fazer uma visita à história de vocês.
Sejam bem vindos às "histórias sobre meu filho".

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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Neologismos

O legal de termos amigos de diversas origens e países é sempre aprender um neologismo ou uma expressão diferente. 

Acho super interessante quando amigas francesas me perguntam se podem "ter" um copo de água, ou quando uma tia que mora há anos fora aportuguesa algumas palavras dizendo que vai se "aplicar" para uma oferta de uma nova casa. 

Mas a vencedora das paradas foi hoje quando o amigo do Miguel (de origem francesa) descreveu o objetivo de um novo jogo que está jogando: FUISONAR as vacas (???)
 

Tradução: unir duas vacas iguais para que se transformem em uma vaca grandona.
 

Uahahahahaha
 

A linguagem é o maior barato, como é bom a gente se conectar com as pessoas. 

Maravilhoso!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Uma nova paixão?

No último final de semana enquanto eu estava fora trabalhando em um evento, pai e filho foram convidados para almoçar na casa de uns amigos. Lugar ideal para uma tarde de domingo, todos curtem comer e beber bem, havia área de lazer para as crianças e nossos filhos poderiam socializar de um lado, enquanto os pais bebericavam de outro.

Neste cenário aprazível de uma tarde de verão, começou um tititi entre as crianças. Eu não estava presente então estou recontando em terceira mão o ocorrido.

Num dado momento da brincadeira vem à tona, talvez precocemente, a conversa de quem acha quem bonito. É engraçado porque me lembro de nesta idade começar a ter algum interesse pelos meninos mas ainda de forma bastante ingênua. Beijos (numa rodinha de verdade ou consequência) e  insinuações surgiram por volta dos 10 anos.Resultado de imagem para meninos e meninas brincando 8 anosMiguel revela ao grupo de amigos, composto por três meninas e um menino (fora ele) que achava uma das meninas da roda bonita. A irmã dela o puxa pelo braço e leva para outra área e, à distância, o pai testemunha um ir e vir frenético entre a patota. É o frenesi da descoberta, da identificação com o grupo e da diferenciação entre meninos e meninas.

O que rolou não sabemos ao certo. A pergunta feita foi sobre sua eleita de até então, teria sido esquecida? Substituída? Uma nova paixão? Mas ele desconversou, entre risinhos tímidos e envergonhados. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa...

Será que houve alguma troca de afeição? Espero que não, que eles se permitam viver a ingenuidade da infância de forma plena, porque uma vez maculados não há volta, o véu do mundo se abre e o caminho de volta é lacrado, é daí pra frente. 

É uma delícia vê-los experimentando a vida. Para nós pais, espectadores, só nos resta apoiar e orientar, e aceitar que aquele bebezinho está, há muito, caminhando com as próprias pernas.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O Coração de Botafoguense


Miguel: - Papai, eu achava que o coração parava de bater quando a gente deitava pra dormir, e voltava a bater quando a gente acordava no dia seguinte. 

Pai:  - Faz todo o sentido, meu filho. Afinal, nosso coração também precisa de descanso, sobretudo os que sofrem de amor não correspondido e maltratados pelo time do coração (que o digam os botafoguenses após o jogo de ontem, né?).

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

domingo, 13 de novembro de 2016

Dancinha envergonhada

Dancinha... por R$5,00

Para animar a festa e aniversário da prima, Miguel dá show para os teens.






terça-feira, 28 de junho de 2016

Última cesta do jogo

No domingo Miguel foi ao Aterro praticar seus arremessos e pediu a um grupo de adolescentes (grandões) para jogar com eles.

Interessante que os meninos bastante conscientes do uso do espaço público e considerando que ele estava muiiiiiiito a fim de jogar  o colocaram num dos times. 

E o jogo começou, três contra três. Miguel driblava e volta e meia recebia a bola que era lançada em sua direção de forma afetuosa pelos novos companheiros de bola. Ele não atrapalhava jogo, respeitou o grupos e as jogadas. Em contrapartida foi incluído na "galera".

No último lance do jogo, por acaso ou por gentileza dos rapazes, a bola estava em suas mãos. Ele podia arremessar para a cesta ou dar para um colega. Sem hesitação, e com total segurança do que estava fazendo, ele lançou a bola quase que debaixo do aro. E fez cesta!

A comemoração com o adolescentes foi bacana, com direito a abraço e hi-five. Mas o sorriso de realização, de pertencimento e compartilhamento experimentado pelo meu filho, esta experiência ele vai guardar na alma, na pele, e com certeza lhe dará força em momentos futuros. 

Ele acreditou em si mesmo, não temeu o desafio e se realizou: fez a última cesta do jogo.


quarta-feira, 8 de junho de 2016

Quer namorar comigo?

Às vésperas de seu aniversário, Miguel começa com um movimentação estranha, agitada. É um tititi na saída da escola com uma das amigas, e em casa um papel, um bilhetinho na mochila e muitos coraçõezinhos recortados.

De repente ele me procura para contar um segredo. Um desejo. Ele planejava pedir uma das amigas, convidadas para seu aniversário, em namoro.

Meu coração parou por cerca de 20 segundos, enquanto meu cérebro processava a informação e minhas terminações nervos se esforçavam para não esboçar sentimentos enquanto mantínhamos a conversa.

- Ah, é? - silêncio - Que legal!

E ele contando que havia escrito uma carta e iria entregar na festa e que a outra amiga em comum iria ajudar. Achei meio cedo para falarmos de triangulo amoroso, mas que diacho tem que ter uma amiga envolvida? Isso ainda vai acabar mal.

E minha mente continuava a processar: E se a menina não viesse? E se ela dissesse que não queria namorar? Afinal agora eles estudam em escolas diferentes. E o que ele espera de um "namoro"? Será que ele pensava em beija-la? E o que eu ia falar para os pais dela?

Minhocas, minhocas, e mais minhocas....

- Filho, e se ela disser que não quer namorar? O que você vai fazer?

- Ai, mãe, para de falar comigo assim com voz de peninha,  Se ela disser não, é não.

Queixo caído até o chão, cara de idiota frente a resolução do meu filho de encarar o que tiver que ser. Orgulho e medo se instalaram simultaneamente em meu coração.

No dia da festa eu estava apreensiva por saber da emoção e expectativa que ele sentia. Seu olhar brilhante quando ela entrou pela porta, suplantando o medo real de se aproximar, vergonha misturada com um enorme carinho.

E foi um verdadeiro tititi. Corre criança para um lado, corre criança para outro lado. Entra no quarto e vai pra sala. E a reunião de colegas diferentes, amigos de todos os tempos e amigos da nova escola.

Estava na cozinha preparando os lanches quando ele entrou e disse que tinha algo para me falar.

- Ela disse sim! - e eu com um nó na garganta, compartilhando a emoção que ele sentia.

- E agora, vocês vã fazer o que?

- Nada, ora. - e saiu em disparada para dançar na sala ao lado de sua eleita e agora, namorada.



sábado, 21 de março de 2015

Amigos

Amigos... Amigos são a família que escolhemos, aquelas pessoas de quem gostamos por terem afinidade conosco, por nos completarem ou nos desafiarem e trazerem um certo conforto para nossas vidas.

Mesmo quando não os vemos sempre, amigos ao se reencontrarem destroem a barreira do tempo e da distância e conseguem (re) estabelecer uma conexão cósmica única que apaga o período de ausência como se sempre estivessem estado junto um ao lado do outro.

Amigos brigam por coisas ridículas, como se fosse a terceira guerra mundial, e fazem as pazes como se nada tivesse acontecido. Choram juntos a dor do outro, e riem a alegria do outro.

Existem amigos de vários tipos, reais ou imaginários, confidentes e fofoqueiros, da infância, da escola, do trabalho, íntimos ou superficiais, de chope, de futebol, da praça, pra vida toda...


Imaginamos sempre que amigos fazemos quando crianças porque na idade adulta criamos a couraça da desconfiança e nossos corações se fazem duros para receber um outro diferente de nós. Ouvi um amigo nosso uma vez falar, citando uma personagem de TV, que não havia mais vagas em sua vida para novos amigos. Engraçada a citação, triste se verdadeira.

Meu filho já tem um amigo que imagino ser aquele “de verdade”, “melhor amigo”.  Não sei bem como tudo aconteceu porque se conheceram na escola. Miguel já era antigo e descolado na escola quando outro chegou, com um temperamento oposto ao do meu filho, o novo colega de turma tornou-se seu amigo. Começou como companheiro de brincadeira nas festas, depois passeio fora da escola, até que Miguel foi dormir na casa dele consolidando a relação de confiança.

Passaram momentos de estranhamento quando Miguel trocou de escola e se distanciou um pouco daquela convivência diária, mas o sentimento não se apagou. E no último final de semana quando um dormiu na casa do outro, antes de fecharem os olhos de sono, se despediram com “eu te amo”, puro e inocente próprio dos amigos.


E nós, os pais, também estabelecemos uma relação de amizade a partir destes pequenos, abrindo vaga para novos amigos, reinventando a nós mesmos a partir do Miguel.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Galo ou Galinha

Para encerramento do ano letivo e projeto acadêmico deste ano, a nova escola do Miguel sugeriu que as crianças interpretassem a peça Os Saltimbancos (já que o projeto do semestre foi O Teatro).

Todos achamos o máximo eles reviverem as músicas de Chico Buarque, que representam tão bem a peça. E de nossa parte também iríamos reviver nossa infâncias através de nossos filhos.

A professora deixou que cada um escolhesse qual animal da peça seria, tomando o cuidado para que não ficasse nenhum bicho sem representante. Fiquei surpresa quando Miguel me disse que seria uma galinha. Na minha opinião sempre foi o bicho menos interessante da histórias, mas OK. Pergunta daqui, puxa dali, entendemos o interesse dele na penada,  A. também seria uma galinha. Ahhhhhh.

Corri para preparar uma fantasia bacana, com penas mesmo, e nada muito sintético. falei para ele que faríamos então uma fantasia de galo e corri para o abraço. Todos os dias era uma cantoria sem fim no chuveiro, quando na era a musica da galinha, era uma outra qualquer do repertório Saltimbanco.

Às vésperas da apresentação, na semana mesmo, ouvi Miguel dizendo que não queria na apresentação porque estaria cansado. Como poderia antever seu cansaço em dia e hora específico? Não dei importância na hora, achando que se tratava de algum programa na TV que ele quisesses assistir na mesma hora. 

Mas no dia da apresentação ele me contou que não queria mais ser galinha, mas jumento ou cachorro, não me lembro direito. Me espantei. O que houve? O que aconteceu? A resposta era simples, ele queria mudar e não dava mais tempo. Os colegas disseram que não havia galo na história, somente galinha e que isso era coisa de menina. Ui!

Depois de alguns minutos de conversa, consegui convence-lo a ir, a participar, afinal eu mesma já havia sido um Apolo numa peça de teatro quando criança. Falei que os atores não têm sexo, são personagens e que quando estão no palco são outras pessoas diferentes deles na vida real. Ele topou se vestiu e foi. Alegre e entusiasmado. Porem, assim que tirou o roupão (ah, sim, ele insistiu em ir de roupão e fazer uma entrada triunfal) uma amigo disse que ele parecia uma menina. O tempo  fechou, ele cantou, mas todo apagadinho, sem um sorriso nos lábios.

Filmei e fotografei, ele estava lindo, foi super emocionante e incrível. Mas que diabos estas crianças tem na cabeça, galinha é galinha. Tinha menina de cachorro e menino de gato e ninguém falou nada. É teatro!  É sonho! É criatividade!

É assim que começa o preconceito, e que a inocência dá lugar à ignorância.

Ainda teve quem dissesse que ele teria que aprender a lidar com este tipo de situação e que eu estava dando muita importância. Será exagero meu reagir ao ver meu filho triste, por ele perder o entusiasmo por algo por conta do preconceito de outra pessoa?

Desejo que o coração do meu filho permaneça puro e inocente por muito tempo mais, antes que seja maculado pelo medo, pela amargura da vergonha, pela intolerância. Que ele sempre veja o mundo sob uma perspectiva criativa, e idílica.

domingo, 6 de abril de 2014

Titia Está no Brasil!

Titia está no Brasil, não sei bem o porquê de tamanha animação. Ok a tia está no Brasil, parecia até alarde de fã de astro de rock, mas foi assim que Miguel recebeu a notícia de que sua tia avó que veio nos visitar.

Havia uns 6 meses que ele não havia, a última vez foi na viagem para a Disney. Os dois sempre se deram bem, mas naquela viagem estreitaram laços afinaram gostos, tornaram-se mais próximos.

Assim que a viu, uma das primeiras coisas que perguntou foi sobre seu namorado, e ouviu com atenção sobre eles não estarem mais juntos. Depois me confidenciou tudo com ar de resignação e preocupação, terminando com um suspiro.

Relatou-me em confidência que estava muito feliz de ela estar no Brasil e que ela também deveria estar feliz, afinal ele mora no Brasil (hahahaha). Pergunto-me de onde vem tanto amor, pois entre outros parentes com os quais se relaciona com mais freqüência não existe esta doação e liberdade. Só pode ser outras vidas, não acho que seja interesse por presentes ou coisas assim. Eles de fato possuem uma química especial.

Miguel me pediu para deixar que a tia fosse buscá-lo na escola e até que pudessem dormir juntos num dia qualquer. Acho muito legal haver tamanha conexão, porque sei como estas relações são especiais e raras. Ele até me pediu para voltar a treinar seu inglês para poder conversar com ela... muito fofo!

Realmente não sei o que pensar muito menos o que dizer. Apenas que às vezes são incríveis como as crianças nos surpreendem de forma positiva e instigante, nos fazendo querer perdoar e viver em compaixão pelos outros.


sábado, 21 de dezembro de 2013

Mamãe empolgada

Será que o Miguel entende as coisas que ele fala? 

Ele repete as palavras e frases que nós adultos falamos, com tanta propriedade que eu chego a acreditar que ele sabe do que está falando, mas ele só tem 4 anos, então, é possível que ele apenas esteja repetindo, sem saber o real significado daquilo.

Ontem eu entrei toda animada na sala, dançado alegre, e ele vira para mim e diz:

- Pára, mamãe, de ser empolgada.

Aquilo me chocou por dois segundos, acho que ele fica um pouco envergonhado porque eu sou alegre e desinibida como as amigas dele. Imagine quando ele for adolescente? Mas eu já ia saindo da sala, voltando ao meu "passinho"quando ele emendou:

- Você é muito "folgosa".


Aí eu tive que voltar e perguntar se ele sabia que palavra era aquela. Ele disse que não, baixou a cabeça e ficou rindo. Eu perguntei onde ele tinha ouvido (embora eu já soubesse a resposta), e ele apenas me confirmou minha suspeita, a música da MC Anitta.

Então é isso, antes de brigar, colocar de castigo, é melhor checar o que esses pequenos estão falando, pensando ou sentido. Ele não sabe o que é fogosa, mas usou num contexto relativamente correto e tirou de outro ainda mais interessante. Eu não tenho como controlar onde ele aprende estas coisas (normalmente é no contato entre os amigos na escola, não estou culpando ninguém), só tenho que estar atento porque hoje é algo banal e amanhã será o quê?

sábado, 7 de dezembro de 2013

Os pais dos amigos do meu filho

Quando eu engravidei, alguns amigos (trabalho) também estavam grávidos juntos e achei perfeito. Assim nossos filhos também poderiam ser amigos.

Lembro-me do mês de novembro de 2009 em que fomos à casa de um amigo, que cozinha muito bem, para beber e comer - Miguel tinha 5 meses e o filho deste querido amigo tinha 3. Nossa idéia é que eles prolongassem nossa intimidade. Mas isso parece não ter dado certo, não podemos escolher a amizade dos filhos. Com o tempo acabamos não insistindo nisso, apesar de mantermos os convites para as festas de aniversário todo o ano.

Quando se tem filhos acabamos revendo lugares por onde passeamos, comidas que comemos e pessoas com quem nos relacionamos. Vemos nossos amigos cada vez mais raramente, e fazemos novos amigos: os pais dos amigos dos nossos filhos, dos colegas da escola e dos conhecidos da pracinha, praia e clube, etc.

E foi assim que aconteceu com a gente.

Um dia numa festa de aniversário qualquer, você se aproxima de outro casal de estranhos e se apresenta, eu sou fulana mãe de beltrano. Este é seu novo rótulo “mãe de”, sem identidade, sem nome, mãe de alguém. Isso não importa porque seu interlocutor ainda vai te perguntar seu nome umas cinco vezes até relacionar seu nome/rosto e o nome/ rosto do seu filho até se lembrar de quem é você da fato.

Esta é uma rotina familiar a todos nós e também necessária para tecer uma nova teia de relações e amizades para si e seu filho. É o primeiro passo que ensinamos a eles no convívio social e para isso, muitas vezes temos que nos despir de nossa própria timidez e medos para ensiná-los este caminho.

Então, foi assim numa festa que começamos a conhecer nossos novos amigos, e dentro de um grupo tão heterogêneo, formamos outros pequenos grupos que se assemelharam a nós e se identificaram conosco em momentos diversos. Alguns abriram seus corações e suas casas, compartilharam suas histórias e copos de cerveja. E cada um conquistou seu lugar em nossa vida.



Costumo ensinar ao Miguel que o nosso coração deve ser sempre preenchido com muitos amigos queridos e não um só, pois quanto mais gente colocamos nele, maior ele fica. 

E hoje é assim que me sinto, com o coração enorme, com os velhos amigos e os novos que conheci através das mãos do meu filho, e que foram conquistados porque eu tenho o Miguel.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Quando chega a hora de mudar de escola

Quando escolhemos a creche do Miguel há quase cinco anos atrás, perguntamos a amigos e conhecidos e pedimos indicações. A alegria do seu primeiro dia e a expectativa de que tudo desse certo, que ele se adaptasse, eram tantas...

Até hoje me lembro daquele 19 de outubro de 2009, o dia em que o entreguei para a berçarista e não olhei para trás (figuradamente), rompendo pela segunda vez nosso cordão umbilical, na certeza de que fazia o melhor para ele. A partir daquele dia, construímos uma história repleta de alegrias, descobertas, sustos e de muitos, mas muitos amigos mesmos.  Ele aprendeu a sentar, engatinhar, andar, falar, correr, dançar, cantar, a tomar banho sozinho, escrever seu próprio nome, a se emocionar com os amigos, a se encantar pelas meninas. E tantas outras coisas.

Mas aquele espaço estava ficando pequeno para ele, e para mim também. Quando se é mãe, a gente sonho para o filho um castelo no arco-íris, e aquela casa antiga transformada em escola já não servia mais para o meu sonho. Então era hora de mudar, e mudar dói, deixa a gente sem chão, com medo, assusta.

 Procurei um novo lugar que não serviria a mais ninguém, somente ao meu pequeno, e arriscando de pôr todo uma história a perder, o convenci de que não iria perder os velhos amigos, mas iria fazer novos, somar. E lembrei-me dos queridos amigos que já haviam saído da escola e com quem ainda mantemos contato, não sem esforço, pois relacionamentos requerem cuidado e carinho, se valem a pena.  

A questão no final é essa, o que queremos? A comodidade, o conforto e a segurança do que nos é familiar, ou a aventura e a surpresa do novo? E porque não ambos?

Que venha a nova escola, os novos amigos e as novas memórias que iremos criar, sem que percamos nunca a doce lembrança daqueles que não mais estarão em nosso dia a dia, mas para sempre estarão em nossos corações. Sempre teremos o Aterro, e as festinhas... 

sábado, 28 de setembro de 2013

Cuidando dos amigos do seu filho

Convidamos um amigo do Miguel para vir dormir em casa esta noite. Já não é a primeira vez, eles crescem muito rápido...

Os meninos dormiram por volta de 22h, após banho, lanche, filme, jogo, e uma tremenda bagunça no quarto.  Era melhor comprar uma casa na nova... hehehe. Enfim, tudo normal para dois meninos de 4 anos.

Até já tinham decidido o programa do dia seguinte: a pracinha aqui embaixo de casa.

De madrugada, Miguel acordou perguntando onde estava o amigo. Gelei. Como assim. no quarto? Nem levantei. Minha mente estava há mil e eu pensava: "ele foi dormir na sala; ou; rolou para debaixo da cama; e por último, ele é sonâmbulo, foi até a sala abriu a porta e fugi. Ai, meu Deus, o que eu vou falar para a mãe dele?"

Fui até o quarto ela estava o Miguel dormindo novamente e o menino deitado na cama ao lado sem saber de nada. Meu filho estava tão sonado que passou pelo amigo e nem o viu na cama.

E eu surtando, achando que tinha perdido uma criança que dormia tranquilamente no quarto ao lado. Sério?!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Festa do pijama

Sábado Miguel teve sua primeira festa do pijama, foi dormir na casa do amigo da escola (C.) sem a companhia dos pais. Segundo a mãe do amigo ele se comportou como um rapaz.

Meu menino está crescendo rápido demais! Isso não vale :P

sábado, 17 de abril de 2010

Namorando na pracinha

Novamente uma história do Miguel na pracinha.

Hoje o levamos para brincar duas vezes, uma de manhã e outra a tarde.

Da segunda vez, ele repetiu a estratégia do dia anterior e assistiu ao futebol dos meninos mais velhos, como se esperasse pela sua vez de entrar num dos dois times. Cansou de esperar e já ia iniciar sua rotina de pirraça quando de um dos brinquedos surgiu Laura, uma menininha de seus dois anos que ficou apaixonada por ele.

Laura sentou-se ao nosso lado. Instantaneamente Miguel se a calmou. Ele a olhava com desconfiança, até que ela não resistiu e deu-lhe um abraço. Pronto. Miguel ficou todo bobo e começou a rir.

Ela se empolgou e o abraçou novamente e desta vez também beijou-lhe a bochecha. Miguel ria e apontava, e tentava fazer carinho na pequena Laura.

Ela ficou nervosa (acho que queria apertá-lo), então cerrou os punhos, fez careta e o abraçou mais uma vez e repetidas vezes. Os dois ficaram neste embalo entre abraços, beijos e risadas durante um bom tempo.

Miguel é tão pequenino e já desperta paixões...

Pena que não estávamos com máquina para tirara fotos. Foi lindo!

sábado, 19 de dezembro de 2009

Oba a primeira festa

Hoje fomos ao aniversário de um aninho de um amiguinho da creche (D.S.).

Foi numa casa de festas e tinha um monte de brinquedos que o Miguel não conhecia. Ele adorou a piscina de bolas, foi muito divertido vê-lo afundar no meio das bolinhas.

Mas o melhor da festa foi uma menina de nome Mariana, de uns 3 anos, que adorou o Miguel. ela correu em direção a ele para abraçá-lo e nem deu tempo de segurar.

Miguel estranhou e ficou olhando para a menina, mas sem medo.

Muito fofinho.

Esse menino será um tremendo come-quieto.